A criação de um observatório visando o fiel acompanhamento do
programa “Minha Casa, Minha Vida Sub 50” (PMCMV Sub 50), que deverá
beneficiar 104 municípios baianos com menos de 50 mil habitantes,
envolvendo recursos federais da ordem de R$ 120 milhões, foi proposta
hoje, dia 09, pela promotora de Justiça Márcia Virgens durante reunião
realizada no Ministério Público estadual, com a participação de
representantes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e de
instituições financeiras que serão responsáveis pelo repasse dos
recursos federais para empresas da construção civil.
Coordenadora do Núcleo de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos e
Articulação com os Movimentos Sociais (Nudh), Márcia Virgens também
considera fundamental que haja um aditamento ao Termo de Ajustamento de
Conduta (TAC) que foi assinado no ano passado entre o governo do Estado
por meio da Sedur, os prefeitos e instituições financeiras, a fim de
incluir o MP na Comissão Regional de Acompanhamento de Obras (CAO). Mais
importante ainda, explica ela, é que essa fiscalização vai começar no
nascedouro porque ainda deverá ser feita uma chamada pública e, a partir
dela, é que as empresas serão credenciadas e o observatório atuará até a
entrega das casas.
Uma nova reunião já foi marcada para o próximo dia 24 e dela deverão
participar também representantes da sociedade civil, pretendendo a
promotora de Justiça buscar parcerias envolvendo o MP federal, AGU,
Defensoria Pública, Tribunal de Contas, entre outros, a fim viabilizar o
monitoramento tanto nas instituições financeiras quanto nas empresas de
construção civil. O papel do observatório será, entre outros, ficar
atento à qualidade das construções, bem como à prevenção em relação a
possíveis ilicitudes. Inclusive, deverá ser envolvida a Promotoria de
Justiça da área de Defesa da Moralidade Administrativa, que poderá
colaborar na edição dos editais que serão lançados.
Explicou Márcia Virgens que o ‘PMCMV Sub 50′ faz parte da política
habitacional do governo federal na área de interesse social e é
destinado a municípios que possuem menos de 50 mil habitantes. Foi feito
um leilão federal, alguns bancos angariaram cotas, sendo a Bahia
contemplada com algumas. Cada unidade habitacional custa R$ 24 mil e na
etapa em que o governo estadual foi proponente serão construídas 4.690
unidades. Onde os municípios baianos foram proponentes, serão
construídas 14 mil casas. Sendo integrante do Grupo Nacional de Direitos
Humanos, Márcia Virgens participou de uma reunião ontem, ficando
decidido que o programa deve ser acompanhado para que o produto final
seja de boa a qualidade e que haja um trabalho de prevenção às
ilicitudes assegurando que o sonho da casa própria seja uma realidade
para muitas famílias brasileiras como objetiva o programa.
Fonte: Site Oficial do Ministério Público do Estado da Bahia

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